Numa tarde trivial, passando ali no finzinho da Paulista (ou no começo), entrei na Casa das Flores. Gosto dali. Uma moça muito simpática me convidou para uma oficina de haikai (haiku, se preferirem). Meu espanto foi o mesmo da maioria de vocês, suponho. Nunca tinha ouvido falar no que raios era esse tal "haikai". Busquei no google pra não assumir a total ignorância e, como envolvia poesia, sentimentos, arte japonesa, topei. Há um rigor no haikai. É pra ser um terceto e há de ser observar três elementos: forma, corte e kigo (termo japonês para a estação do ano). Gostei da simplicidade do verso. É como se fosse um ikebana literário. Saí de lá um especialista em desaprender! Desconstruí e compus meus haikais abrasileirados (mas nem por isso menos líricos), como a seguir:
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